terça-feira, fevereiro 03, 2015

Diário de uma procrastinadora em tratamento

Desde que aceitei o #desafiohypeness3 e #umasemanasemprocrastinar levei a sério!!! Justamente porque um dos meus desejos, projetos de vida é viver sem a procrastinação. 
Comecei ontem a noite e claro, como qualquer outro vício, não está sendo tudo tão perfeito. Mas como a Bruna Rasmussen/Hypeness disse, riscar itens da lista é uma satisfação sem igual. Um prazer misturado com euforia e a sensação de bem-estar que nos faz querer zerar a lista...sim, quem não deseja chegar ao final do dia com a lista de tarefas concluída? Sonho de qualquer procrastinador.
Pois bem, para me auxiliar neste desafio, irei postar diariamente (e sempre que me der vontade) meus feitos.
Ontem comecei a todo vapor. Fiz minha rotina (nem sempre colocada em prática) beleza antes de dormir, sim o sono e a preguiça não me venceram e fiz meu ritual de beleza facial e corporal. Vocês hão de convir comigo que não é fácil vencer o sono e tirar a maquiagem, passar mais de dois cremes no rosto (prefiro não dizer o total), um nos pés, um no corpo e por último um nas mãos. Sem falar que adoro cachos nos cabelos e antes de tudo isso preciso colocar grampos para dormir como a Dona Florinda. Ufa! Não há procrastinação que não reine! Mas garanto, o resultado pela manhã é fantástico, mais ainda dia-a-dia. Fazer tudo isso ontem a noite me fez ir deitar com uma sensação de leveza e de "Eu posso!". Detalhe, tudo isso não leva mais do que 15 minutos. Fácil não?!!
Porém, hoje o dia não começou tão favorável. Coloquei o relógio para despertar as 6h para iniciar minha caminhada matinal que tanto protelei durante os 2 meses de férias. Hoje era um ótimo dia para retornar, afinal, hoje retorno às aulas e com o desafio, bora lá. Balela. Procrastinei. Acordei ao som do despertador, peguei o celular na mão e fiquei pensando na cama, no desafio, na caminhada e a procrastinação foi mais forte.
No entanto, levantei apressada para o primeiro compromisso as 8h da manhã e para a minha satisfação um item da lista foi finalizado!!!
Eeeeeeee :D
Na luta contra a procrastinação eu diria que está 2x1 pra mim!
Vou aproveitar o gás proporcionado pelo #desafiohypeness3 e colocar a agenda em ordem.
Rumo a #umasemanasemprocrastinar.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Essa vida é mesmo engraçada. Para alguém tão adepta a espiritualidade como eu sou capaz de me surpreender constantemente. Fato é que temos o livre arbítrio, mas de nada o adianta sem a vontade de Deus, sim, pois nada acontece sua a permissão.
Estou certa disso diante dos últimos acontecimentos. Agora, busco o equilíbrio corpo e mente e sigo em frente. Ao alcançar este equilíbrio sou eu mesma, minhas atitudes tornam-se naturais e pautadas na minha verdadeira essência. Querer ter o controle da situação faz com que ficamos o tempo todo em exaustão, calculando os passos, e o que parece ser bom, nada mais é do que uma verdade irrisória e momentânea, pois no instante em que tudo foge do nosso controle, a bolha estoura.
Bora, sorriso no rosto, pés leves e buscar a cada gesto a naturalidade, a essência do eu, pois é isto que nos faz melhor. 

domingo, novembro 23, 2014

::Carta ao vento::

Juro que tentei me manter inerte, mas a vontade em exprimir tudo o que tem dentro de mim, é muito mais forte. Ao menos, o desejo em acalmar meus instintos, meu coração.

Era 22 de agosto, eu havia acabado de realizar um sonho. Estava eufórica, radiante, acreditando em mim e nessa fé que me move. Foi quando você apareceu. Um sorriso lindo, vestindo camisa azul, paciente e compreensivo. Naquele dia eu senti o risco. Nos primeiros beijos senti que correria perigo. Aos poucos você foi conquistando espaço, quebrando regras (minhas regras) e hoje, passados 3 meses, estou aqui, sentindo sua falta. Desejando estar contigo a todo momento, pensando em você, fazendo planos (automáticos em minha mente), querendo cuidar de você, ser aquela amiga que mesmo em silêncio conforta, ser companheira, amante, ou apenas alguém para ouvir como foi o seu dia.
Sim, essa sou eu hoje, apaixonada.
Tentei controlar, mas recuei e após uma conversa, me entreguei. Uma não, duas. Primeiro a conversa com você, em que disse que estava sendo você mesmo o tempo todo, depois, com uma amiga, em que me disse que a graça da vida é sentir o frio na barriga. Sim, e é mesmo.... essa emoção que nos move e adrenalina que nos acompanha, como em uma montanha-russa, é o que torna a vida um barato.
E foi assim que mesmo sabendo dos riscos, fui me entregando à minha personalidade, fui revelando a intensidade que me acompanha. Você foi, mesmo contra sua razão, aproveitando, gostando.
Durante algumas crises de ansiedade e medo da intensidade ter te assustado, você se mostrou alguns vezes compreensivo e me surpreendia quando parecia que nada demais havia acontecido e tudo continuava bem entre nós. Nossa, quantas vezes achei que não mais nos veríamos.
Aliás, este sempre foi o motivo de minha luta interna, deixar “a cargo de Deus” o próximo contato, o próximo encontro. Claro que não dá para programar todos os passos de nossas vidas, mas dá para sabermos que está tudo bem. Infelizmente contigo nunca sei.
Sei o bem que você me proporciona, o bem que você me faz, isso eu sei. Só de imaginar enquanto escrevo, sinto a sensação das nuvens proporcionado com cada momento contigo. Sim, uma sensação de bem-estar capaz de levitar, que deixa a alma e o espírito tão leve que esqueço de tudo e só desejo continuar a sentir aquela sensação.
Esqueço tudo o que senti, os dramas, o choro, a dor causada pelo seu jeito de se colocar em primeiro lugar e fazer com que nada mais importa, somente você e sua liberdade, a ponto de não fazer um contato, de não enviar um sinal de fumaça. Queria saber o que acontece do outro lado, enquanto eu estou aqui, com meu sentimento recolhido, sentindo a dor por ser sincera e intensa.
Sim, mas quando volto para a terra, e você se despede de mim, essa sensação de leveza é substituída por esta agora, da incógnita. Da perda dos sentidos da razão deixados dominar pela emoção.
Ah se você soubesse o bem que desejo lhe proporcionar. Cada sorriso que desejo ser a causadora.... seja através de uma tarde de domingo, cuidados, carinho, viagem, até mesmo na realização de sonhos... quero estar junto, quero batalhar junto, quero vibrar junto, quero sentir a perda junto.
Que coisa, como podemos sentir isso por alguém que se mostra tão indiferente? A ponto de nos questionarmos se isso é amor (sei que não é ainda) mas se for, não quero amar desta forma. Quem foi que disse que o amor tem que causar dor? Sim, pois vivo em um enfrentamento diário se o bem-estar que você me proporciona compensa os minutos de tensão. As vezes os minutos tornam se eternidade.
No começo achei que o problema fosse eu, que minhas crises de ansiedade precisavam ser controladas a qualquer custo (e realmente precisam), mas depois, com o passar dos dias e a prevalência de suas atitudes em não se doar, não se entregar, em não ser um bom recebedor foi me mostrando que não, que minhas crises de ansiedades são ocasionadas justamente pela sua falta de sensibilidade, respeito com o próximo. Sim, pois quem é que consegue viver em um casulo ou apenas abrir a janela para alguém que se mostra com desejo muito maior que isso?!
Você não me merece. Já pensei nisso outras vezes, e a certeza tem se tornado presente.
É uma pena, pois nunca encontrei alguém como você, a outra parte geminiana de mim. Engraçado, uma relação com outro geminiano tão parecido, em que somos capaz de entender facilmente a atitude do outro, os mesmos gostos, a mesma intensidade, o mesmo modo geminiano de encarar os problemas.... é tão interessante, bom e reconfortante isso.
Talvez pra você pode não ser a hora, mas quando é a hora? Acabou de sair de uma separação. Deixa eu te auxiliar nesta passagem! Haverá momentos em que só você terá que passar, mas eu posso estar ao lado, te apoiando para não cair quando encontrar um obstáculo no caminho. E depois que este percurso passar, juntos, e talvez até fortalecidos em um base construída por nós, começaremos a trilhar os nossos passos. Mas com sinceridade, acima de tudo, com cumplicidade.
Um casal não precisa dizer um ao outro o que está pensando 24hs, mas precisa ao menos compartilhar o motivo do comportamento estranho, do afastamento, do silêncio, e mais ainda, o motivo das alegrias. Isso faz tanta diferença, é o que concretiza o companherismo e a parceria, respeitando o espaço um do outro e fortalecendo os tempos futuros.
Por falar em futuro, tenho muitos projetos, assim como você também. Não posso dizer que irei revê-los, porque alguns fazem parte da minha essência, são mais fortes que eu. E sei que por alguma razão, irão se concretizar. Mas posso, sem dúvida, te incluir nestes projetos, pois a partir do momento que você entrou na minha vida e transformou, mesmo que por alguns instantes, meu estado de espírito, sempre desejo que faça parte dos meus projetos, respeitando, claro, os seus projetos.
Você é inteligente, perspicaz, com garra, e tem um futuro profissional brilhante pela frente, exceto quando ouve a sua outra metade geminiana e se tranca, em um mundo só seu, e se esquece que lá fora tem um montão de coisas para serem conquistadas. Sim, vejo em você um potencial incrível, mas neste momento, o geminiano se fecha, se subestima e deseja a todo custo que a “onda diminua e a tempestade passe, se esquecendo que existe prancha de surf e guarda-chuva”.
Tenho uma história de vida que me ensinou muitas coisas, entre elas que este casulo não tem graça e ele não é tão positivo quanto parece. Que temos a todo custo que “trocar as peças do trem com ele em movimento”. Esta frase pode assustar, mas quando conseguimos a sensação é maravilhosa.
E é assim que tem que ser. Logo, não existe momento certo. Temos apenas que sermos responsáveis e arcarmos com as consequências, o resultado pode ser uma chuva de boas novas, ou, um obrigado e até logo.
Finalizo com um leve sorriso no rosto, lembrando do seu último abraço e carinho. Um modo de dizer pra mim que tudo iria ficar bem. Ao mesmo tempo que tento fazer com que esta sensação de que tudo vai ficar bem, me domine, agora, e também chegue até você, de alguma forma, com o vento... e possa levitar, com os nossos momentos juntos.

sábado, outubro 11, 2014

Pensamentos e sensações de um sábado - E-mail entre amigas

Queria que estivesse on line só pra dar conta da minha loucura. Pra me fazer refletir, ou apenas pra ouvir meus Pensamentos. 
Lembro como se fosse hoje, e ainda sinto cada minuto daquele ano de 2011 e mais os 15 meses seguintes. Em Outubro de 2011 foi o ápice e meus pensamentos não deram conta da nova realidade. Hoje, há 3 anos depois acontece o que achei que não aconteceria (sim, sempre disse que achava que não seria feliz novamente - apesar de desejar ardentemente). Hoje também já faço as contas de em quanto tempo desejo estar casada e ter filhos. Sim, me preocupo muito com a fertilidade entre outras coisas de família. Mas o ponto não é este..... fato é que estou sendo, em 3 anos, correspondida em algo e o sentimento da perda é tão forte, tão evidente ainda dentro de mim, que não sei se consigo, não sei se quero, não sei se posso seguir adiante. Ninguém gosta de perder, isso fato. Ninguém tão pouco gosta de sentir dores ou sofrer por qualquer coisa que seja, não sou diferente. Mas prefiro eliminar o mal pela raiz, ou sentir doses homeopáticas de minhas crises de ansiedade. 
Hoje fiz algo inusitado. Tenho personalidade forte, intensa, mas desejei por um instante seguir o curso da maioria dos seres. Tentei mudar um pouco e quando percebi, estava fugindo de minha essência, a ponto de querer ser como a maioria, mesmo que seja através de uma peça de roupa. Não sou assim, não uso roupas, não ouço músicas e tão pouco falo o que agrada a todos. Sou diferente. Sempre fui da turma da minoria. Sempre fui irreverente, tanto que os menos sabidos preferem me tachar de louca. Louca estava sendo quando desejei usar o look da moda... se perder. E para que? Para na tentativa de ser enquadrada como normal ou para agradar alguém? Não tenho a resposta, talvez sejam as duas. Mas nisso me perdi. Sim. Mas voltei a tempo para me deleitar aos sentimentos passados, quando, no início da fase adulta vivenciei o que todos chamam de "meu primeiro amor". E agora, já na metade da vida (considerando uma vida média de 60 anos), me deparo com a fatídica cena de tentar se enquadrar na maioria para ser aceita ou agradar alguém. Não sou eu. 
Quero tanto que isto dê certo, tanto que a todo momento acho que vai errado. Quero tanto que isto dê certo que me perco em vários pensamentos que vão ao longo desta vida, da materialidade. 
Mas ainda bem que voltei a tempo para fortalecer e deixar prevalecer a minha verdadeira essência. Essa de menina sonhadora, mulher valente que quer nada mais, nada menos um sorriso correspondido, na mesma esfera, na mesma intensidade e com a mesma vontade. Mas uma vontade valente, e sem demora. Naquele tempo foram 3 meses, hoje, acredito que adultos deveriam ser mais firmes de decididos, mas não, leve engano... as crianças são mais felizes por fazerem as doces escolhas em tão pouco tempo, enquanto nós, adultos, analisamos demais e sentimentos de menos e algumas vezes deixamos passar. 
Bora, fazer da vida o maior parque de diversões e embarcar na roda gigante, sem medo, sem pensar na altura ou no frio na barriga... apenas sentir e sorrir! 

quinta-feira, outubro 02, 2014

Intensidade

Acordei ao som de Tim Maia em minha mente: "Eu bem que te avisei....pra não levar a sério....o nosso caso de amor" [...] Claro que fui conferir na íntegra a música e ela realmente retrata o dia de hoje, ou ao menos como fui me deitar ontem. 
Sim, eu sei que intensidade assusta, mas não imaginava, não pensei em nenhum momento que a intensidade assustaria também uma pessoa intensa. 
É, as pessoas gostam do normal, do trivial, do básico. Sim, do que ver apenas o lado positivo da intensidade, é o que ficará. 
Não gosto muito desta afirmação mas é o que acontece na prática. O dia era para estar colorido, mas as cores estão apagadas ou foram trocadas por um cinza claro. Apático. Os pensamentos desejam não sair, e eu tão pouco conversar mas preciso, pois custo acreditar que a intensidade foi repelida com intensidade.... como pode isso? rs. Sim, nunca fui muito boa nas aulas de química e física...apesar de não faltar... a área de humanas é o que desperta minha inteligência. E justamente por ser uma cientista que interpreta as relações sociais é que não consigo (neste momento) compreender tamanho desígnio da intensidade.
Cientistas são assim, com a euforia do experimento nem sempre calculamos o resultado do experimento. Haja visto tantas invenções na Terra. 
O mais intrigante para a minha razão é que ela me advertiu no primeiro dia sobre os riscos e eu, me comportei muito bem, até quando ouvi que estava "sendo sincero e intenso o tempo todo comigo..." logo, nada mais cordial do que retribuir e de modo natural, pois esta sou eu. 
Cheguei até lembrar dos velhos tempos em que a intensidade apenas aproximava. Ah, quantas demonstrações.... evidenciando o quanto a intensidade pode ser contagiante. Esta é a melhor fase e a certeza que o experimento deu certo. 
Ah intensidade, o que eres tu?! Um manto de prazer e incertezas capazes de aproximar ou afastar?!
De tudo isso, eu ainda te prefiro como minha companheira, pois poucos a enxergam como eu e se enchem de tamanha coragem e ousadia para passear pelas ruas de mãos dadas contigo. 
E viva a intensidade, pois esta sim é capaz de explanar os mais sinceros e fortes sentimentos; os demais, são apenas ensaio.
Finalizo com um leve sorriso, de que, os intensos são mais felizes. Incompreendidos sim, claro, mas vivenciamos sensações pouco exploradas. Já até consigo ouvir Lulu Santos: "se amanhã não for nada disso.....caberá só a mim esquecer...eu vou sobrevier"

quinta-feira, julho 24, 2014

Talvez

Vivenciando aquele momento em que eu sinto que não sou desse mundo.
Alô? Tem alguém aí? 
Não. apenas o som da minha voz, o eco e o vazio se confundem, aliado ao meu coração, a angústia e aos pensamentos bagunçados.
Momento em que me pareço com o "Pequeno Príncipe e sua rosa". No caso, este canal é a minha rosa. 
Que sensação estranha, ou talvez um tanto oportuna diante de um semestre que me reserva milhões de coisas. Sim, 2014 serás o ano das decisões e acontecimentos. Todos os anos tem, mas este é diferente. Este tem portas que se abrem para o futuro e permanecem abertas. Não como o ensino na escola que sabemos que terá fim, mas como uma semente que plantamos e ali permanece a árvore com suas raízes fortes. Talvez seja por isso que esteja me sentindo assim. Toda aquela sensação de segurança e maturidade se fora num piscar e cientista como sou fico a buscar respostas, mas não há.
Talvez em meio a tudo isso ainda tenha você. Sinto que o ciclo está para se fechar. Ele vai fechar, mas de tempos em tempos o vento levará a poeira e de alguma forma a mensagem chegará até você. Estranho isso né?! Somos diferentes dos demais casais, sim somos. Não há como negar. 
Acho que vou sair do casulo. Descobrir o potencial que veem em mim. Sinto que algo está prestes a acontecer. Oh eu sei, a viagem.... não, não é só isso. Na verdade pode ser, já que é a viagem. Me vejo lá. Desejado há um ano atrás. Que coisa. Não posso deixar isso morrer, preciso fazer essa semente florescer. Amo a pesquisa, o conhecimento. O curioso, o incerto me deixa inquieta, é, talvez seja isso. 

sexta-feira, julho 11, 2014

As alegrias e as Alegrias

Prestes a alcançar uma conquista (muito desejada e talvez o início de uma nova fase) e no último dia de férias antes de retornar às salas de aula como docente, me pego em duas situações opostas mas que reafirmam a minha essência. O meu eu. 
Primeiro, olho fotos nas redes sociais. Não minhas, mas de pessoas que vivem como eu já vivi aos 18/20 anos. Trabalham a semana toda para chegar aos finais de semana e extravasar. Se divertir, como se não houvesse segunda-feira. Maquiagens, roupas e sorrisos evidenciam a alegria de cada momento em estar ali, em mais uma balada, em mais um show, em mais um churrasco, em mais um evento com a "tchurma". 
Por segundos olho e chego até querer o mesmo, mas são flashes tão passageiros quanto o cometa Halley. Ora, já vivi isso. Hoje minha festa é outra, minha bebida é o doce degustar de uma aprovação e minha turma, os doutrinadores. Estou muito longe de ser uma nerd bitolada e estudo bem menos do que as pessoas imaginam, mas bem mais que elas um dia já estudaram. Estou longe de muitas coisas, mas a caminho de várias outras. 
Algumas vezes chego a pensar que não sou deste mundo, por pensar, desejar e querer estar em lugares diferentes da maioria, principalmente aqueles a minha volta.
No momento seguinte leio o discurso de posse da primeira colocada do último concurso da Defensoria do Estado de São Paulo. Tudo o que eu precisava para acariciar a essência com uma voz no interior dizendo: "você está no caminho certo", "eles não estão em busca disto", entre outras frases que me confortam e aliviam ao passo que é bom estar junto dos amigos, claro. Adoro, e nestas férias me deleitei na cia deles. Revivi o doce saber de estar em um roda entre amigos, independente do lugar. Mas é bom ter os pés firmes no chão e o foco nos objetivos para em um futuro bem próximo reuni-los bebemorar.
As férias se foram, e as energias se voltam para o planejamento. Mudanças, recomeços e a ansiedade para novos ares, o que não quer dizer que não haverá balada entre amigos, mas com menos intensidade e talvez até, com menos vontade, pois os meus desejos se voltam sempre, para as festas particulares, aquelas que dependem de cada um, e ninguém pode fazer por nós. Simbora aproveitar as oportunidades para compartilhar as alegrias com os amigos. ;)

domingo, junho 15, 2014

Pronta para ir à Marte?

Ainda me falta o ar, os olhos estão vermelhos e os pensamentos bagunçados. Encontrar o controle neste momento seria o melhor desejo, mas o que vier, vou deixar sair... estou o tempo todo querendo esse tal de controle emocional e para que? Para não ser capaz de controlar os sentimentos a ponto de não sofrer? De não derramar lágrimas quando não atendem ao telefone ou quando não estamos fazendo o que realmente queremos? Ou o controle para mantermos a sensação de alegria por mais tempo, ser capaz de controlar o sorriso no rosto?!
É, chego a pensar (e concluir) que esse tal de controle não é tão bom assim. Acho que não te quero mais, rs. Ou eu te tenho em condições suficientes para não querer (neste momento) que você seja maior. Acho que perderia a graça, Não seria eu. Quando não temos controle da situação, tudo flui. A vontade de Deus permanece (é, pode ser).
"Os homens são de Marte...e é pra lá que eu vou" e "Pronta para amar" foram os dois últimos filmes do momento. Momento pra mim claro. Quando saberemos que estamos prontos para amar para seguirmos rumo à Marte? Esse lugar chamado Marte realmente existe? Confesso que estou doida para saber onde fica. Mas esqueceram de disponibilizar a rota no gps e quem consegue chegar, dificilmente volta pra contar, acabam ficando por lá com os marcianos... os que voltam, estão magoados e decididos a irem para outro lugar que preferem não lembrar como se faz para chegar em Marte. E assim, cada um vai seguindo e tentando encontrar a rota. Sim, todos estamos procurando. Mesmo aqueles que se negam ao extremo e dizem ser auto-suficientes, no fundo escondem o íntimo desejo de chegarem à Marte. Uns acabam encontrando Marte na família, nos filhos das irmãs, nos sobrinhos-netos, mas encontram. Todos hão de chegar à Marte. Isso é fato!
E eu? Posso desejar querer encontrar agora? Não, acho que não. Estou nesta rota há um tempo (ou eu acho que estou). Foi 1 ano para se recuperar e desvencilhar. Mais 1 ano para se auto-limpar e evoluir colocando os pensamentos e sentimentos pessoais em ordem. Agora, com menos de 3 meses para completar a terceira década desejo arduamente encontrar a rota que me leva até Marte. Não sei se estou caminhando há um tempo, mas sinto que estou na metade do caminho. Ao menos eu desejo. Não, na verdade meu desejo paira ao redor da fronteira de Marte. Aquele momento de frio na barriga em que temos a oportunidade de escolher entre atravessar a fronteira ou não. Isso é, quando o controle  nos toma temos esta chance, caso contrário, quando fechamos os olhos já atravessamos a fronteira e: "Bem-vindo a Marte". 
Ah que bom se fosse assim. Como entrar e sair de um território. A verdade é que temos este controle por muito tempo, e quando não mais o desejamos, não sabemos como deixar as amarras e nossos olhos se prendem em detalhes que não fazem a menor diferença. As fronteiras imaginárias são dotadas de barreiras. 
Barreiras criadas por cada um. No imaginário. Não adianta negar, elas existem.
Quando é que estaremos verdadeiramente prontos para vencer estas barreiras ou em condições capazes de perder o controle e permitir chegar a Marte? Não sabemos. 
Esse lance de "pronta para amar", "tudo tem a hora certa", "a pessoa certa". Tudo isso existe mesmo? Quantos relacionamentos são feitos e desfeitos acreditando que aquela era a pessoa certa? Vários. Isso é viver. Eu quero viver. Não a ponto de experimentar vários caras errados, mas o suficiente para sentir que estou caminhando rumo à Marte. 
Quando é que saberei que estou pronta? Trabalhar o interno, o emocional, preparar o terreno, como é isso? Todos os dias como formiguinhas trabalhamos durante o inverno para quando o verão chegar. Vemos isto. Eu estou fazendo isso. 
Então, mochila nas costas, sorriso no rosto, controle nos bolsos (são pequenos e cabe pouco) e vamos seguir em frente. Quem sabe algum marciano saia para ver o mundo e me encontre na beira do caminho!

domingo, junho 08, 2014

Obrigada!
Você não imagina o bem que me fez a troca de mensagens no final da noite.
Perdi a conta de quantas vezes acessei o whats pra ver se estava on line. Parei no tempo. Meus Pensamentos travaram. Nada mais importava. Nada mais queria. Apenas ver-te. Estar junto a ti. Engraçado, triste e assustador como um "simples oi" muda tudo. A crise de ansiedade, o frio na barriga, o ânimo, e a protelação foram substituídos pela coragem. Pela vergonha na cara em evitar que os fatores externos, alheios a minha vontade se sobreponham as minhas responsabilidades. 
Foi apenas uma vez, eu sei. 
Não é amor, não é paixão, é interesse. Vontade. E no modo típico humano de ser, a vontade insaciável gera frustrações. Sou uma eterna aprendiz na tentativa em controlar essas vontades. 

domingo, fevereiro 09, 2014

Carta a um Amigo

Indaiatuba, 09 de fevereiro de 2014
Meu Amigo,
Hoje estou um pouco emotiva e sensitiva. Aquele momento capaz de sentir um grão de poeira caindo no chão.
Tentei ler um texto descontraído mas romântico, com título que desperta a curiosidade de pessoas neste estado, mas não consegui finalizá-lo. Li o começo e o final. As lágrimas rolaram. Ainda não me confortei. Me conformei e talvez seja necessário. (Tenho essa sensação).
Que sociedade tão cheia de regras é esta que diz que não podemos ser amigos? Uma sociedade onde é previsível a morte passional (crime cometido por paixão), mas não prevê a continuidade de relacionamento entre duas pessoas que se gostam.
Sim, eu gosto de você. Ouso até dizer que o amo. Mas não aquele amor entre homem e mulher, mas um amor puro, rico. Aquele que deseja ter a pessoa amada por perto. Mesmo que longes, sabemos que estás ali, podendo ser consultada a qualquer momento. Hoje, não mais. Em nossa (mais uma despedida) você fora taxativo em declarar que precisamos nos afastar.
Eu te quero por perto. És um amigo inigualável, único. Aquele capaz de entender desde o meu estado de espírito através da voz, até o meu silêncio.
Quero poder continuar dividindo minhas alegrias e também minhas tristezas. Quero acompanhar suas conquistas e receber notícias do seu casamento e do nascimento dos seus filhos. Quero que seja um dos primeiros a receber a notícia das minhas próximas desejadas e sonhadas fases.
Sim, tudo isso eu quero.
Não quero que saia de minha vida. Pois na minha memória, sempre estará presente.
Dizem que o primeiro amor é para sempre, ouso a colocá-lo neste patamar.
Gosto tanto de ti que respeitei sua decisão. Por mais contrária que seja às minhas vontades.
Talvez esta despedida me fará se desprender um pouco do sentimento que sua amizade me traz. Me fará engavetar momentos, papéis e sentimentos. Ou talvez, esta despedida só me mostre o quanto gosto de você e és importante pra mim.
Que mundo é esse, onde até as amizades são proibidas? Que mundo é esse onde algumas vezes o errado ocupa o lugar do certo e o carinho precisa ser enterrado?
Aqui termina em lágrimas, uma amiga desolada pelas tantas voltas da vida.

Até breve meu Amigo.
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Leia ao som de Canção da América - Milton Nascimento


domingo, dezembro 08, 2013

Serenidade e Mentalidade - Paciência e Equilíbrio


"Chegue junto dele equilibradamente e ele descerá de sua torre de marfim o suficiente para tornar qualquer parceira razoável feliz".

É assim que começa o post de hoje. Em um momento de sensações, pensamentos (pra variar, rs) e desejos senti uma vontade imensa de contatá-lo. Mas (mais uma vez) me contive. Então, comecei a dar voz aos meus pensamentos através de algumas leituras. E veja o que encontrei em uma descrição astrológica, rs. Bem curioso e interessante. Optei em não pensar e sim escrever e agora resta a dúvida: será que uma pessoa intensa consegue ser equilibrada? O famoso 8 ou 80 não parece ser meio de equilíbrio. Mas para minha grata surpresa, claro que consegue. Nem que para isso precise se sentir como um vulcão em erupção ou ter uma crise de nervos, ou até mesmo os dois juntos. Mas consegue. Externamente um doce e calmo lago em uma bela tarde de outono. Internamente uma avalanche, um tsunami a consome e assim, entre o 8 ou 80 internamente, o equilíbrio se mostra aparente. Enganação? Não, claro que não. Apenas sendo você mesma, mas só para você. Enquanto todos admiram seu sorriso e sua firmeza, você se depara com momentos de fúria, tensão, mas continua ali, firme. Não desvia o olhar, não desvia o foco e tão pouco se faz de desentendida. Está apenas buscando o equilíbrio interno para que no momento certo o vulcão tome conta de tudo. E aqueles minutos passem junto com a larva quente. Claro que não destruirá tudo, pelo contrário, o processo de renovaçaõ e transformação deixará tudo calmo novamente, até a próxima erupção. E assim somos nós. É o curso da vida. Entre uma explosão e outra sorrimos, ou choramos. Entre momentos de pura intensidade e prazer, temos que nos conter, aproveitar o brando da situação até que venham novas oportunidades. Bora se deleitar na busca e aproveitamento da paciência, para então, deleitar-se com a satisfação física e emocional. Afinal, uma frase dessa faz qualquer um buscar incessamente o equilíbrio!

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Acho que estou ficando calejada. É, assim. Sabe aquele bate e volta de um pêndulo... com o tempo a marca fica. No meu caso não tem marcas, apenas lembranças e pensamentos. Muitos pensamentos que fazem a construção do amanhã. Não uso armaduras, estou envolto de um emaranhado de emoções e é nisso que me agarro. Uma vez disseram-se que para eu subir preciso andar em lamaçal. E é bem isso mesmo. Internamente, junto a este emaranhado de emoções eu me permito a determinados pensamentos que culminam a certas sensações para só então, depois, pegar impulso e voar. Alguns preferem denominar de efeito fênix, pode ser também.
Fato é que nunca, desde menina, nunca gostei de ficar sozinha. E sempre comento que quero ter muitos filhos para gerarem muitos netos, para que eu não morra sozinha. Engraçado né. Isso é puramente material. Pois a verdadeira solidão está dentro de nós. Aquela velha frase: "pior é sentir-se só em meio a multidão". Quem já degustou deste amargor sabe. Admiro os que contemplam a si. Não sou dessas. Recordo-me poucas vezes que um momento "solo" foi tão admirável e prazeroso. Não gosto.
Tenho tanto carinho para dividir dentro de mim, que sozinha é estancar esta fonte que insiste, constantemente em jorrar.... por mais que as batidas do pêndulo não cessam, esta fonte também não. Ora desvia o curso e desemboca em um lugar que eu não vejo. Até chego a pensar que estancou... mas no instante seguinte, um sorriso, um gesto, um olhar dotado de meiguice, já me mostra quão rica e preciosa é esta fonte. 
Claro que não sou a anjinho dos cachos de ouro. Tenho meus momentos de fúria e amargor, como qualquer outro ser humano. Mas tenho muito mais momentos de simplicidade e gentileza que pouca gente conhece. 
Tudo começou na naturalidade e hoje me surpreendo quando alguém diz que sentiu falta do meu bom dia. Diariamente, um a um, envio um singelo bom dia. Como uma forma de desejar para aquela pessoa, que tenho determinado apreço, que ela realmente tenha um bom dia. Duas palavrinhas que podem fazer a diferença. Quando não estou muito bem emocionalmente, não escrevo, pois acredito na força e energia que as palavras carregam. Pode parecer tolice, mas comecei a lever a sério os meus "bom dia". Um tempo atrás sempre que acordava distribuindo alegria, postava na rede social a música do Zeca Baleiro - telegrama - e já cheguei a brincar que um dia ainda enviaria de fato flores ao delegado. Isso não é está longe de acontecer, em breve estarei na sala ao lado da dele.... flores e bom dia anônimo pode fazer a diferença para qualquer pessoa que tenha no coração e na razão um pouquinho de carinho a ser despertado, doado. Retribuído ao próximo.
Tenho medo que a solidão estanque a minha fonte e me torne em um jardim seco. Acho um pouco difícil de isso acontecer, mas o receio me ronda. 
Acabei de pegar impulso através de uma poça de emoções, os ares estão mudando. Talvez este seja o aprendizado. Acreditar que há momentos e há momentos é muito pouco; vago demais pra mim. Prefiro acreditar que estou tirando algum aprendizado e focando totalmente na lição herdada. Totalmente. Bora continuar em busca de novas nascentes e rios para desembocar a fonte, não permitindo jamais que falte gentileza e carinho para distribuir ao próximo. 

sábado, novembro 30, 2013

Ensaio de um sábado a tarde

Neste exato momento sinto-me só. Talvez por opção ou por realidade. Fisicamente por opção, emocionalmente por realidade. Em meio a tarde ensolarada, todos andando, bebendo e se divertindo, e eu aqui entre papéis e palavras. Entre ensejo, sonhos e desejos. O que queria agora? Só colocar em prática o que sinto, o que quero. A vontade louca de falar contigo. Seja por voz ou por escrita, mas apenas dizer-te que te quero. Que te gosto. Não um gostar louco e desenfreado, não nada disso, pois se quer tivemos momentos para tal. Mas gosto de estar com você. Gosto do seu sorriso. Do toque doce e macio das suas mãos em mim. Gosto do seu abraço. Do seu cheiro. Da sua pele. Gosto de você. É, percebeu né, você me conquistou. Caramba, para quem foi tão arredia, negativa e insistia em dizer que não havia interesse algum, veja-me agora. Totalmente entregue a esse ensejo e desejos que teimam em me perturbar e eu sem ao menos poder dizer-lhe que agora sei porque minha razão me manteve afastada de ti... é tudo tão bom, tão desejoso, tão com gostinho de quero mais. Quero mais uma taça de vinho contigo, quero mais acordar de manhã e lhe dizer bom dia. Quero mais é chegar e lhe dar um beijo de boa noite e um abraço em silêncio, longo e apertado, que em respiração um diz ao outro o quanto estamos contentes por estarmos juntos, naquele momento. Sim, são tudo momentos. Vamos aproveitá-los intensamente. Amanhã? Ah, amanhã virão outros momentos. Talvez e você tenhamos momentos com outras pessoas, sejam amigos, amigas, companheiras.... talvez nossos momentos não venham a ser os mesmos novamente, mas o que realmente importa são os nossos momentos. Aqueles minutos em que nossos relógios se cruzaram, tiramos as pilhas e ficamos ali, totalmente entregues ao nosso momento. 
Neste momento gostaria de ser eu. Deixar a menina de lado e ligar-te. Deixar a menina de lado e externar todos os meus desejos, de uma só vez. Assustar? Ah, sou a campeã disso mesmo, mas quem é que não chega em uma sorveteria com 40º e deseja todos os sabores de uma só vez para se refrescar e deliciar-se? Escolhi você. Tenho me controlado para não ser eu mesma. Demonstrar tanta vontade, carinho e gentilezas não é visto com bons olhos. Tudo bem que ações como estas são as irremediavelmente loucas, pois haja coragem e ousadia em uma só pessoa. Mas contigo não. Contigo quero calmaria. Quero deixar ao seu modo. Porém, neste seu modo de momentos e instantes a sua maneira posso ir me afastando... andando em silêncio até que os desejos se percam nessas curvas e linhas retas que a vida nos coloca. Até lá, vivo este momento.

domingo, novembro 24, 2013

O desconexo da conexão

Não consigo pensar... é engraçado (para não dizer triste) como uma pessoa tão pensadora se vê a mercê de alguns sentimentos... o que gira a 360p/h trava. Zera. Não sai do lugar. Mas preciso transformar em palavras, para gerar o adubo que fortalecerá o meu jardim.
Sim, tudo se renova. Tudo se transforma. Esse silêncio de alguma forma me traz maturidade. É como que se para a raiz fortificar, parte da plantação precisa morrer, secar. Só tenho receio de ficar amarga demais, frias demais. Sou do tipo que acorda distribuindo carinho sem pedir nada em troca. Do tipo que diz: "eu gosto de você" para desconhecidos e se quer espero por um sorriso. Só por eu já ter deixado no vento um pouco de amor, me sinto melhor, me sinto bem, pois esta, esta é a minha essência. O que tem de mal nisso? Por que as pessoas não conseguem se quer respeitar o próximo sem priorizar os interesses individuais? Quando foi que a educação perdeu lugar para todas as outras coisas? E o respeito, por que ele tem que vir depois da vontade alheia?
Acho que nasci no tempo errado.
Acho que meu coração foi moldurado de um modo diferente.
Tenho medo de me tornar uma pessoa cheia de armaduras. Prefiro um abraço apertado dotado de silêncio preso entre a troca de energia do que o silêncio reinando pelo mero achsimo. 

domingo, setembro 22, 2013

Nem sempre entendemos a cronologia de nossa vida. As vezes tudo se parece como uma novela, uma peça de teatro ou até mesmo um filme... com início, meio e fim. Outras, nos perdemos no enredo. Na compreensão.. na troca de figurino ou não percebemos a velocidade em que o elenco muda. Elenco este que muitas vezes não queremos que os coadjuvantes ou os atores principais percam a graça entre uma cena e outra. 
Assim é a nossa vida. Temos o poder da escolha, mas não sabemos como fazê-la para que todo o elenco permaneça sempre o mesmo. Quem nunca perdeu um ente querido? Ou amigos.... amigos de escola que se foram com o tempo, colegas de faculdade que nunca mais se viram.... 
Por outro lado, qual a graça da permanência deste elenco? Será que a constância da monotonia não nos faria perdermos a graça em viver? Graça esta que facilmente é encontrada na novidade. No diferente, no irreverente. No desafiador.
Aí entra a incógnita como parceira de cena, pois o suspense, a falta de compreensão, nos faz querer ir cada vez mais adiante até que a ciência do conhecimento se recaia sobre nós e então, passamos a entender a cronologia. O sentido daqueles atos. Pronto, hora de entrar em cena novo episódio, pois este já deixara de ser interessante, e não me refiro a plateia e sim a cada um de nós quando perdemos o prazer em continuar redescobrindo sentimentos, sensações, vibrações. Sejam elas negativas e principalmente positivas, jogar a toalha ou pendurar as chuteiras não fazem parte deste roteiro, somente o famoso jargão "quebre a perna", que nada mais é boa sorte na vida! 
Que todos nós tenhamos muito mais do que boa sorte na vida e sim discernimento para apreciar todas as graciosidades que ela nos oferece. Sempre. E saiba que a aprendizagem obtida do choro é mais do que uma graciosidade, é como uma cena de estreia...em que todos aguardam para ver o grande momento....todos aguardam, inclusive você para ver o que se aproveitou daquilo tudo. Que venham novas cenas, novos episódios e que a cortina nunca se feche, não ao menos a cortina da alma. 
Quebre a perna!

segunda-feira, setembro 16, 2013

Choro por me deixar levar pelas emoções. Por deixar a porta da fragilidade aberta e permitir que qualquer pessoa entre em minha vida e sapateie, desdenhe e desmereça tudo o que sou, o que fiz, o que conquistei. Choro por ser não forte o suficiente para dominar não apenas as emoções mas estas pessoas mesquinhas, que acham que se tirar a paz do outro, ou se ferir o outro irão se sentir melhores. Choro, porque optei por uma vida diferente da maioria. Minhas roupas são diferentes. Meus pensamentos são diferentes. Minhas atitudes são diferentes. Talvez se eu seguisse o curso da normalidade (do curto, do modismo) nada disso teria acontecido e a história com final de feliz iria prevalecer. Mas quem se importa com final feliz quando não se tem o mais importante: amor próprio. Por isso eu choro. Me perdi. Me deixei levar. Agora, pulei do barco e estou nadando até a margem. Se o barco virá para me levar até a margem não sei, fato é que estou seguindo e apontando a direção.
Queria tanto conseguir transformar meus sentimentos e pensamentos em palavras, ao invés de lágrimas e esse frio na barriga como se um iceberg estivesse dentro de mim. É diferente de tudo que já vivi e vivenciei. Qualquer pessoa em sã consciência não se sujeitaria a ouvir tanta barbaridade e passar por momentos dão degradantes. Mas eu sim. E por que? "Porque depois da tempestade vem o arco-íris". Não foi uma afirmação, foi uma alucinação. Não tenho respostas para nada. Se quer consigo ter pensamentos congruentes, similares e próximos da formação de uma frase. Posso te afirmar que neste exato momento a Antártida reina dentro do meu estômago e o deserto do Saara em meu peito. Que coisa mais estranha isso. Quando achamos que a maturidade está chegando e a razão se manterá sóbria diante de toda a história de vida, vem esta mesmo e nos dá um "olé", totalmente fora da razão. Sei o quanto tem algo de bom aí dentro. Sinto isso nos momentos em que consegue ser você mesmo. Nos momentos em que os pensamentos mirabolantes o deixam em paz. Sinto isso nos momentos em que oferta a maior generosidade da Terra: o amor; o carinho. Isso é loucura eu sei. Sentir este iceberg reinando aqui dentro de mim não é nada legal, pelo contrário... muito frio desencadeia vários sintomas, e comigo não é diferente. Reações atrás de reações. Talvez eu ainda não possua a receita necessária para controlar (ou melhor, domar a fera), mas sei que ela existe. Queria poder lhe dizer em palavras e demonstrar com várias ações a alegria que consegue me proporcionar. Mas não sei o quanto isso será bom ou, como a sua mente interpretará tais esboços...enquanto isso, vou tentando fazer o iceberg derreter com o calor do Saara...a briga é boa, e esta guerra não terá fim tão cedo. Se pudesse escolher entre um e outro, claro que optaria pelo Saara, pois imaginar o oásis é sempre tão mais prazeroso do que acreditar que um dia, o sol reinará na Antártida.

domingo, setembro 01, 2013

A minha vidraça não é frágil! As vezes ela é de borracha, e faz o sentido contrário: bateu, voltou!
Não me importa o que pensa de mim. O que importa que seus pré-julgamentos são palavras ao vento. Claro, arranha um pouquinho as vezes, mas nada como um líquido dotado de caráter, firmeza, postura, auto-afirmação e acima de tudo personalidade. O vento que passava hoje, pode não ser o mesmo de amanhã, mas ele carrega consigo o que trouxe de outras passagens, logo, você verá o manto da personalidade que me cobre e disso tudo novos conceitos serão formados. Se estarei perto para debulhar em tais momentos, pode ser que não.... mas o vento se encarregou da verdade, pois palavras.... podem não ter a credibilidade devida no momento em que por perto eu estava....ah, mas o vento... este sim, tem o dom da veracidade. 
A passos largos ou lentos, não sei. Fato é que estarei distante. Se queria estar perto? Claro que sim, e para isso há várias formas. Não necessariamente apenas uma, aquela que todo homem almeja como um troféu. Não, essa não.... essa é muito fútil para minha capacidade intelectual. Capacidade esta que me fez iniciar os primeiros passos largos hoje. Mas sei que em algum momento reduzirei a velocidade e assim como o vento, iremos nos encontrar novamente e tu compartilharás da veracidade de minha personalidade e teus julgamentos, há o vento terá levado para bem longe e sem volta. 
Pois assim sou, rostinhos e sorrisos bonitos não são suficientes para atrair minha atenção... sempre busco e consigo ver algo a mais em cada ser humano. O que me faz acreditar que um minuto de atenção seja um bem precioso muito válido, assim como o respeito. Se nada de útil houver, a atenção proferida foi necessária para tal entendimento, e se útil e magnânimo for, a atenção será redobrada. Mas se o respeito faltar, nada disto, conhevamaos, valerá. É meu caro, a vidraça não é frágil e sua cortina é costurada com retalhos de palavrinhas mágicas que alguns em nossa comunidade já se esqueceram que existe, por isso, não é tal fácil adentrar por esta janela. A cortina está aberta, mas conforme a força do vento, ela se move e junto com a janela, tudo se fecha. Cabe a você, saber aproveitar o que tem de melhor, enquanto teus olhos tens a oportunidade de vislumbrar o momento da abertura.

sexta-feira, agosto 30, 2013

:: O vento do operar Divino ::

No auge do meu momento e imersa em meus sentimentos e pensamentos depressivos, uma amiga posta em minha página pessoal uma imagem com os dizeres: "um dia você vai rir de tudo isso". A primeira reação foi contrária. Detestei a frase e os pensamentos que emergiram imediatamente foram todos contrários aquela frase popular: "Como ela pode dizer isso?"; "Só eu sei o que estou sentindo e não vai passar tão fácil assim"; "Se não tem nada há dizer, eu fique em silêncio".... e por aí vão. Fato é que todos dizem isso quando se deparam com alguém em certa situação negativa ou problemática. Eu mesmo já fui considerada positivista-mor por sempre dizer e buscar praticar a frase "Procure ver o lado positivo...", rs. Mas aquele momento era único e nada, mas nada mesmo era tão significante para fazer os pensamentos relutarem ao extremo contra os sentimentos depreciadores da alma.
Hoje, ao ver textos daquela fase adaptados para o teatro, eu sorri. Sim, senti a graciosidade da vida.
É amiga, eu não apenas sorri daquela situação, como me agraciei com o aprendizado e o futuro proporcionado.

Na estrada, olhando pela janela, apreciando a paisagem, o movimento da vida, o céu azul, as pessoas dormindo a minha volta na van.... eu fiquei ali, no meu momento mais que único, singular. Sorrindo sozinha, sentindo a leveza da vida, dos amigos, dos momentos passados vividos e me deleitando com o momento final da peça: uma luz forte e branca aparece para mostrar que ela encontrou “O Operador divino”.
É, eu encontrei mesmo. Encontrei o prazer em acordar cedo e contemplar as paisagens mais simples ao nosso redor acreditando que aquele é o operar Divino. Em dar bom dia aos conhecidos e desconhecidos. Em sentir o amor-próprio e maiormente pelo próximo assim como o prazer de degustar a cia de amigos. Encontrei uma gaveta cheia de projetos empoeirados e sonhos engavetados que com a ajuda do operar Divino a venda dos olhos caiu e me deparei com o maior operar do Divino - A vida!
Bora sorrir, com motivo e sem motivo, vamos sorrir e sentir a leveza e a graciosidade dos maiores bens que temos em nós, sem despejar ou desejar algo do outro, conheça-se e descubra os prazeres da alma.



domingo, agosto 18, 2013

Ainda estou anestesiada. Sob o efeito da emoção, dos pensamentos, dos conflitos, do que meus olhos viram e o coração sentiu.
Tudo mais simples possível, mas belo aos olhos de quem contemplava e conseguia sentir o que aquele momento significava para os principais da festa, os noivos.
Compartilhamos juntos da mesma alegria, o amor assim como o vento, visitou a cada um.. a mim mais ainda por rever amigos e sentir o prazer de ser amada, querida. 
Acho que a anestesia se deve ao conflito. Dois mundos será que existem? Eu realmente não acredito nisso, ou custo a acreditar. Por vezes chego a pensar que este conflito será eterno. Confesso que não gostaria. Meio termo é fundamental para o equilíbrio. Mas não posso seguir a caminhada com toda a bagagem conquistada, preciso desfazer de algumas coisas que neste momento não as quero deixar para traz, porque fazem parte nada mais nada menos do que da minha essência. Caramba, terei que me refazer por inteiro, mas o sonhos, os sentimentos, continuam os mesmos e a menina-sonhadora até tentou, mas a mulher-racional não se deteve e se sobrepôs. 
Continuo aqui, anestesiada com os prazeres do amor comunitário (caramba como isso é bom). 
Nesta jornada conheci pessoas incríveis, que me ensinaram a pular as pedras no caminho com alegria e a abraçar os desconhecidos como irmãos. Disso sempre sentirei falta, pois no outro mundo, a arrogância e a prepotência se fortalecem cada vez mais em meio a ganância e a falta de compaixão. Desejo estes dois mundos como um complemento. Meu espírito se refaz a cada compartilhamento do amor e o meu ser, se perpetua somente na possibilidade permitida de ser eu, somente eu.