Eu lhes pergunto meus caros, é fácil pensar antes de falar?
Soamos mais de mil palavras por hora, exceto aqueles que não gostam muito deste órgão, mas eu, particularmente adoro. Além de gostar, é inevitável.
Em algumas situações os olhares falam por nós, em outras os pensamentos nos cercam e em um lapso, ops, falei demais! A língua solta é algo terrível, mas e a presa, pelo amor!! Me dá nos nervos, me enlouquece....assim como os meus alunos me enlouquecem quando fazem uso excessivo do ato de falar.
[Prefiro os que "falam pelos cotovelos" do que os que se anulam. Os últimos, são difíceis de se conhecer, não se permitem]
Ah mas falar, como é gostoso ouvir palavras maravilhosas ao pé do ouvido, assim como é agradável dizer "tenha um bom dia para um estranho.
Ouvir?! Eu estava falando sobre a fala....impossível separar não é? Pessoas especiais conseguem lhe dar com a ausência de um ou de outro; adquirem um dom extraordinário, mais extraordinário do que os dois atos juntos e que tanto, tanto fazem falta para nós que estamos habituados constantemente a essas ações.
E você? faz parte de qual "time"?
Escrevendo me vieram alguns pensamentos que me fizeram lembrar o quanto eu adorava um telefone, era fisurada.....contas enormes, horas e horas a fio de papo, sempre tinha algum assunto importante (tudo era importante). Mas hoje, esse objeto revolucionário para a comunicação, já não mais me atrai. Utilizo para o necessário, e quando posso, evito. Hoje, prefiro as falas presenciais, com mais emoção. Mas não nego o prazer de falar com quem está a quilometros e quilometros de distância, falar através do fio com alguém que não vemos a um tempão e que este aparelhinho consegue fazer milagres, arrancar risos e lágrimas, tudo claro, através das falas.
Ah, como é mágica essa ação.... nos faz viajar em sílabas e verbos. Amiga do tempo, nos enlouquece em meio a vírgulas e pontos finais fora de hora...
Que Deus permita que eu tenha sempre o dom de falar, e sobretudo de ouvir e de pensar, para aperfeiçoar as falas e ter a oportunidade de evitar ou corrigir o erro, da fala.
[Sou tão adepta ao ato de falar que sempre exercito um monólogo, algo indiscutivelmente difícil de se evitar para alguém tão cheia de pensamentos como eu]

